Vídeo mostrando a nossa visita a fazenda Terra Santa em Quixeré - CE, abordando temas como: preparo da área, nutrição para cultura, análise foliar e dificuldades na produção do meloeiro amarelo.
O nosso blog tem por objetivo repassar com clareza para população, os principais métodos analíticos envolvendo o melão, especificamente, por ser este, uma fruta tropical de importância econômica - o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores do mundo - e além disso, importância nutricional. Aqui você também irá encontrar diferenças envolvendo pequenos e grandes produtores no processo de preparação da área, como manejo do solo, até as análises feitas na pós-colheita do melão.
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Pragas, sugestão de amostragem e alternativas de controle da Mosca-Branca

Dentre os fatores que limitam a produtividade do meloeiro destacam-se os danos ocasionados por pragas; Por isso a frequência deamostragem na cultura deve ser planejada de forma sistemática, proporcionando ao agricultor detectar a presença da praga logo no início da sua ocorrência, facilitando-se assim o controle da mesma com a aplicação das medidas de controle recomendadas.A amostragem deve ser efetuada com intervalo máximo de uma semana, tomando-se 20 pontos para uma área de até 2,5 ha. O caminhamento deve ser em ziguezague,percorrendo-se uniformemente toda área a ser amostrada. As principais pragas que ocorrem na cultura do meloeiro no Brasil, são: Brocas-das-cucurbitaceas – Diaphania nitidalis e Diaphania hyalinata; Mosca-branca – Bemisia tabaci;Pulgão – Aphis gossypii;Moscas minadoras – Liriomyza sativae e Liriomyza huidobrensis.
E aqui vamos relatar sobre a mosca-branca, que é um tipo de praga cohecida em que tivemos contato em uma viagem a campo para quixeré na fazenda belmont que tivemos no inicio deste ano, em que a praga não tinha atacado o cultivo de mamão em que perdeu toda a sua produção. A Mosca-branca trata-se de uma das pragas de maior importância sócio-econômica para cultura do meloeiro no Brasil. Este inseto apresenta alto potencial biótico, elevada capacidade de adaptação a novos hospedeiros, diferentes
condições climáticas e grande capacidade para desenvolver resistência aos inseticidas. Estes fatores fazem com que seu controle seja dificultado.Os fatores climáticos são condicionantes para o desenvolvimento da mosca-branca. Altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar favorecem seu desenvolvimento. A disseminação da praga ocorre mais frequentemente pelo transporte de partes vegetais de plantas infestadas de um local para outro.
Danos
A mosca-branca pode ocasionar danos diretos e indiretos na cultura do meloeiro. Os danos diretos são causados pela sucção da seiva da planta e inoculação de toxinas pelo inseto, provocando alterações no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da planta, reduzindo o peso, o tamanho e o grau Brix dos frutos e prolongando o ciclo da cultura. Em ataques severos pode ser observado o amarelecimento das folhas mais velhas enquanto em plantas jovens ocorre a seca das folhas e, dependendo da intensidade da infestação, até mesmo morte de plantas. Além disso, grande parte do alimento ingerido é excretado na forma de um líquido semelhante a mel, que serve de meio de crescimento para um fungo saprófita de coloração negra (fumagina) que recobre as partes vegetais interferindo no processo de fotossíntese da planta. Contudo, o maior problema causado pela mosca-branca à cultura do meloeiro está relacionado com os danos indiretos, pela transmissão do vírus causador do amarelão.
Táticas de controle
O planejamento para adoção do manejo da mosca-branca no meloeiro deve ser feito antes da realização dos plantios, pois trata-se de uma cultura suscetível à essa e que, na maioria dos casos, segue um modelo de exploração dependente do mercado, ou seja, realizando-se cultivos escalonados, o que dificulta um bom manejo fitossanitário. Este manejo deve ser baseado em medidas preventivas e curativas. As medidas preventivas visam dificultar ou retardar a entrada do inseto na área, bem como eliminar as suas fontes de abrigo, de alimento e de reprodução. Medidas que favoreçam o equilíbrio biológico no agroecossistema, também, devem ser consideradas antes e após a implantação da cultura.As principais medidas preventivas para o controle e/ou convivência com a mosca-branca são:
a) planejar os plantios de forma que sejam feitos na direção contrária à dos ventos predominantes. Assim, os plantios novos serão menos infestados pela mosca-branca
oriunda do plantio mais velho;
b) fazer plantios isolados ou utilizar como cerca-viva, plantas não hospedeiras da praga (sorgo, capim-elefante, etc.), intercaladas, ao redor do plantio ou do lado
do vento predominante;
c) eliminar fontes de inóculo como maxixe, abóbora, melancia, ervas daninhas hospedeiras da praga ao redor da área a ser plantada;
d) iniciar o preparo do solo, mantendo a área limpa, pelo menos 30 dias antes do plantio;
e) não intercalar o plantio com culturas suscetíveis à praga;
f) rotação de culturas com plantas não suscetíveis;
g) após o plantio, manter a área isenta de plantas hospedeiras da praga, no interior e ao redor da cultura;
h) não permitir cultivos abandonados nas proximidades da área cultivada;
i) eliminar os restos culturais imediatamente após a colheita.
Como medida curativa, pode-se adotar o controle químico, porém, considerando-se o uso das substâncias químicas dentro de um programa de manejo integrado de pragas (MIP), pois, o uso exclusivo, não criterioso e contínuo de inseticidas não é a solução permanente para o controle da mosca-branca. Os produtos a serem utilizados no controle químico devem ser aqueles registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) para a cultura do meloeiro, respeitando-se as doses indicadas e o período de carência de cada produto.
Amostragem
O processo de amostragem deve ser realizado de preferência em horário com temperatura do dia mais amena, geralmente, de 6h às 9h. Para o adulto, amostrar uma folha do terceiro nó, a partir do ápice do ramo, observando-se, a parte inferior da folha. Para as ninfas, amostrar uma folha do oitavo ao décimo nó do ramo, observando-se, com auxílio de uma lupa de bolso, uma área de uma polegada quadrada na face inferior da folha, próxima à nervura central.
Nível de controle
Dois insetos adultos, quando na presença de sintomas de ataque do vírus do amarelão e dez insetos adultos, na ausência de sintomas do amarelão.Pelos resultados de pesquisa com a mosca-branca, constataram-se que o nível de controle encontra-se dentro de uma faixa que é definida em função da variedade e/ou híbrido utilizado, condições climáticas, bem como condições nutricionais da planta.
Referências
EMBRAPA. Pragas, sugestão de amostragem e alternativas de controle da Mosca-Branca. Disponível em: <http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mela /SistemaProducaoMelao/index.html>. Acessado em: 15 de agosto de 2013.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Sistema de produção de melão - Parte II
Implantação da cultura
1) Época de Plantio
A alternância de cultivos em uma mesma área apresenta diversas vantagens em relação à monocultura, além de ser uma estratégia para o manejo integrado de pragas, doenças e ervas daninhas e utilização mais
Calagem e Adubação
2) Adubação
As recomendações de adubação devem ser baseada na análise química do solo para fins de fertilidade e na diagnose foliar, como critério complementar, embora fatores como a produtividade esperada e o histórico da área cultivada devam ser considerados na tomada de decisão. Nas Tabelas 2, 3 e 4 são apresentados os teores adequados de nutrientes no solo e em folhas de meloeiro.
Referências
EMBRAPA. Sistema de Produção de Melão. Disponível em: <http://www.cnpat.embrapa.br/frutas/cap2.pdf> Acessado em: 17 de Julho de 2013.
1) Época de Plantio
A época de plantio mais adequada é aquela em que ocorrem as condições climáticas mais favoráveis. Além dos fatores climáticos, é importante considerar a variação estacional de preços do produto no mercado interno, bem como observar as janelas de exportação, no momento da época de plantio.
Nos plantios realizados em períodos com excessos de chuva, além de perdas na produtividade e qualidade dos frutos, observa-se uma maior incidência de doenças foliares e de frutos, e são empregadas
maiores quantidades de agrotóxicos.
2) Localização
É necessário avaliar, antes do plantio, a adequação das condições de aptidão edafoclimáticas do local para o cultivo do meloeiro. Os solos mais recomendados para o cultivo do meloeiro são os planos, com boa exposição ao sol, textura franco-arenosa a areno-argilosa, profundos, bem drenados, com boa aeração, férteis, ricos em matéria orgânica, com pH variando entre 6,0 e 7,5. A salinidade elevada afeta o
desenvolvimento das plantas, provocando decréscimos na produtividade. A combinação de alta temperatura, alta luminosidade, baixa umidade relativa e baixos índices pluviométricos proporcionam as
condições climáticas mais adequadas ao desenvolvimento e a produtividade do meloeiro. A temperatura ótima para o bom desenvolvimento da cultura do melão é de 20º a 30 ºC. Por influenciar desde a germinação das sementes até a qualidade final do fruto e sua conservação pós-colheita, é o principal fator climático que afeta a cultura. A exposição solar ótima para o bom desenvolvimento do meloeiro é entre 2.000 a 3.000 horas/ano e a umidade relativa ótima está entre 65% e 75% .
3) Rotação de culturas
A alternância de cultivos em uma mesma área apresenta diversas vantagens em relação à monocultura, além de ser uma estratégia para o manejo integrado de pragas, doenças e ervas daninhas e utilização mais
adequada dos agrotóxicos e dos nutrientes. É necessário preparar mapas de uso atual da área da propriedade, os quais podem ser utilizados para planejar a época de plantio e colheita e demais atividades agrícolas, bem como planejar a rotação de culturas.
Calagem e Adubação
1) Calagem
A calagem visa corrigir a acidez do solo, as deficiências de cálcio e magnésio e também prevenir a toxidez, principalmente do alumínio, ao desenvolvimento do meloeiro. Deve ser realizada pelo menos cerca de 60 dias antes do plantio. É necessário utilizar somente corretivos registrados, sem substâncias tóxicas, especialmente metais pesados, que possam provocar riscos de contaminação do solo e dos lençóis de água subterrâneos. A calagem deve ser feita visando aumentar a saturação por bases do solo a 80 % (V1 = 80%) e garantir um teor mínimo de magnésio. Quando o teor de Mg trocável no solo for inferior a 8 mmol/dm3, utilizar calcário dolomítico.
2) Adubação
As recomendações de adubação devem ser baseada na análise química do solo para fins de fertilidade e na diagnose foliar, como critério complementar, embora fatores como a produtividade esperada e o histórico da área cultivada devam ser considerados na tomada de decisão. Nas Tabelas 2, 3 e 4 são apresentados os teores adequados de nutrientes no solo e em folhas de meloeiro.
Os fertilizantes orgânicos são inócuos e eficazes se estiverem sendo usados corretamente; entretanto, seu uso incorreto pode se constituir uma fonte de contaminação do solo. O perigo consiste na sua utilização sem tratamento ou com tratamento incompleto ou, ainda, na contaminação acidental dos frutos e das águas superficiais - escoamento superficial - e subsuperficiais -lixiviação.
Os fertilizantes orgânicos devem ser registrados, evitando, o uso de materiais sem composições definidas, provenientes de fontes contaminadas e com teores elevados de substâncias tóxicas - especialmente metais pesados, resíduos de agrotóxicos e microrganismos patogênicos.O contato entre os frutos do meloeiro e os fertilizantes orgânicos deve ser reduzido ao máximo. É importante que estes fertilizantes sejam misturados com o solo e completamente cobertos. É necessário considerar, quando da fertilização mineral, a quantidade de nutrientes adicionada ao solo pelos fertilizantes orgânicos aplicados.
As quantidades de nutrientes recomendadas para o meloeiro pela Embrapa Agroindústria Tropical para os pólos Assu-Mossoró e Baixo Jaguaribe são apresentadas nas Tabelas 3 e 4. Deverão ser evitadas aplicações de nutrientes além das recomendações, especialmente nitrogênio, para não elevar demasiadamente o conteúdo de nitrato (NO3-), nas plantas e provocar sua perda por lixiviação.
É necessário proceder ao fracionamento das quantidades de fertilizantes recomendadas, de acordo com o crescimento e necessidade da planta, principalmente dos nitrogenados e potássicos. Na Tabela 5 é sugerido o parcelamento das adubações, que pode ser adaptado ao sistema de irrigação adotado.
Na adubação de fundação, os fertilizantes minerais devem ser aplicados e misturados com os orgânicos dentro do sulco, cobrindo-os por completo. A aplicação de potássio em cobertura será realizada junto com o nitrogênio, sendo conveniente que se faça uma irrigação logo após sua aplicação, para reduzir as perdas desses fertilizantes.
É necessário utilizar fertilizantes minerais registrados, sem substâncias tóxicas, especialmente metais pesados, os quais podem provocar riscos de contaminação do solo e dos lençóis de água subterrâneos.
Referências
EMBRAPA. Sistema de Produção de Melão. Disponível em: <http://www.cnpat.embrapa.br/frutas/cap2.pdf> Acessado em: 17 de Julho de 2013.
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